Em dias assim vejo muitas pessoas doentes, doentes por ignorarem seus limites e necessidades...
Em dias assim vejo pessoas angustiadas, trancadas, sofrendo por convenientemente não agirem contra o que lhes aflige...
Para!Pelo Amor de Deus ou ao menos pelo seu auto-amor, assuma suas impotências, busque sua superação... Tire esse falsos enfeites de cima... Tira, tira tudo isso....
Em dias assim percebo os vicios de linguagem que me afastam das pessoas e me afastam porque as afastam em um momento que passam a servir como pausa em sua racionalidade não tão clara a si mesmo...
Em dias assim percebo a utilização da arte para jogar para o Mundo os traumas e receios presente em cada um, como se jogassemos merda na cara de todos...
Em dias como esse noto como é fácil romper com uma energia construtiva, levando cada um ir ao pior de si de forma desnecessária...
Em dias assim vejo que o medo, a ansiedade e a culpa é usada para nos paralisar...
Em dias como esse me sinto paralisada... Com raiva,Sem medo e Sem ansiedade...
Calar-me??Jamaiss!!! Só depois de morta meu bem!! Nunca busquei calar ninguém, mas tentar fazer isso comigo é morrer em plena vida, aos meus sentimentos..
Questionar??? Claroo que continuarei... Esse é meu compromisso eterno, começa em mim e se extende ao Mundo... Mas não, não, não aceito fazer isso de forma violenta... meu conflito é interno e é nesse espaço que os trabalho...
Quero transformar o estrume em plantas e não plantas em estrume!
Em dias como esse o café me cai muito bem...
** Qualquer tipo de desarmonia em qualquer lugar do planeta nos afeta. Mesmo quando não percebemos conscientemente. Somos todos especiais! A paz é a vida em si mesma. Que o amor nos inspire e a verdade seja nosso caminho.
domingo, 26 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Depois dessa preciso de café e chocalate. Allen lutando para eliminar nossas ALLENação
IMPROVISO EM BEIJING
Escrevo poesia porque a palavra Inspiração na língua inglesa vem do Spiritus latino, respiração, & eu quero respirar livremente.
Escrevo poesia porque Walt Whitman deu permissão ao mundo para falar com doçura.
Escrevo poesia porque Walt Whitman escancarou a linha do verso para a respiração desobstruída.
Escrevo poesia porque Ezra Pound em sua torre de marfim lançou o provérbio 'aposte na zebra', permitindo aos poetas escrever em idioma vernáculo falado.
Escrevo poesia porque Pound revelou aos olhos dos jovens poetas ocidentais os chineses escrevendo palavras pintadas.
Escrevo poesia porque W. C. Williams vivendo em Rutherford escreveu em dialeto de Nova Jersey 'eu chuto teu olho', perguntando pela métrica do pentâmetro jâmbico.
Escrevo poesia porque meu pai era poeta & minha mãe da Rússia dita comunista morreu numa casa de loucos.
Escrevo poesia porque em 1984 meu amigo Gary Snyder sentou-se em posição de lótus numa mesa de conferências para ver seus pensamentos como parte dos fenômenos do mundo exterior.
Escrevo poesia porque sofro, nascido para morrer, de cálculo renal & pressão alta, todas as pessoas sofrem.
Escrevo poesia porque sofro a confusão de não saber o que as outras pessoas pensam.
Escrevo poesia porque a poesia pode revelar meu pensamento, curar minha paranoia & a paranoia das outras pessoas.
Escrevo poesia porque minha mente perambula exposta a sexo, política & meditação transcendental.
Escrevo poesia para tornar mais acuradas as imagens de minha própria mente.
Escrevo poesia porque recebi os Quatro Votos do Bodhisattva: são inúmeras as criaturas sensíveis a libertar no universo, minha própria ignorância irada ambiciosa a ultrapassar através do infinito, as situações em que me encontro a mim mesmo são incontáveis quando o céu está tão OK quanto as sendas sem fim da mente desperta.
Escrevo poesia porque nesta manhã acordei tremendo de medo daquilo que poderia dizer na China.
Escrevo poesia porque os poetas russos Maiakóvski & Iessiênin cometeram suicídio & alguém mais precisa falar.
Escrevo poesia porque meu pai recitando o poeta inglês Shelley & o poeta americano Vachel Lindsay deu o exemplo – respiração inspirada na grande ventania.
Escrevo poesia porque escrever sobre sexo era proibido nos Estados Unidos da América.
Escrevo poesia porque milionários dos lados leste & oeste andam em limusines Rolls-Royce enquanto os miseráveis não tem dinheiro sequer para manter seus dentes.
Escrevo poesia porque meus genes & cromossomos são apaixonados pelos homens jovens mas não pelas jovens mulheres.
Escrevo poesia porque não tenho nenhuma responsabilidade dogmática um dia após o outro.
Escrevo poesia porque quero ficar sozinho & quero falar às pessoas.
Escrevo poesia para contradizer Whitman, falar com tios & tias ainda vivendo em Nova Iorque & Nova Jersey, falar com jovens daqui a dez anos.
Escrevo poesia porque ouvi negros blues pela rádio em 1939, Leadbely & Ma Rainey.
Escrevo poesia inspirado pelas jovens canções dos Beatles alegremente envelhecendo.
Escrevo poesia porque Chuang-Tzé não sabia dizer se era uma borboleta ou um homem, Lao-Tzé dizia a água corre montanha abaixo, Confúcio dizia honre a seus ancestrais, & eu quis honrar a Withman.
Escrevo poesia porque da Mongólia ao Oeste Selvagem da América a multiplicação desordenada do gado & dos latifúndios destrói a relva nova & a erosão engendra desertos.
Escrevo poesia usando sapatos animais.
Escrevo poesia porque 'a primeira idéia é sempre a melhor idéia'.
Escrevo poesia porque nenhuma idéia é compreensível a não ser que expresse particularidades:
'nenhuma idéia que não esteja dentro das coisas'.
Escrevo poesia porque o Dalai Lama diz que as coisas são símbolos de si mesmas.
Escrevo poesia porque as manchetes dos jornais anunciam que há um buraco negro no centro de
nossa galáxia & somos livres para noticiá-lo.
Escrevo poesia porque a I Guerra Mundial, a II Guerra Mundial, a bomba atômica & a III Guerra Mundial deixarão de existir se assim o quisermos, eu não preciso delas.
Escrevo poesia porque meu primeiro poema Uivo foi perseguido pela polícia por não usar meias palavras ao ser publicado.
Escrevo poesia porque meu segundo poema Kaddish homenageava o paranirvana de minha mãe num hospital psiquiátrico.
Escrevo poesia porque Hitler matou seis milhões de judeus & eu sou judeu.
Escrevo poesia porque Moscou, digo, Stálin, mandou 20 milhões de judeus & intelectuais para a Sibéria, & 15 milhões nunca mais voltaram ao Stray Dog Café de São Petersburgo.
Escrevo poesia porque eu canto quando estou sozinho.
Escrevo poesia porque Walth Whitman disse: 'sou contraditório? Tudo bem, então sou contraditório (sou amplo, abarco multidões)'.
Escrevo poesia porque minha mente é contraditória, neste momento está em Nova Iorque & no momento seguinte nas cordilheiras dos Alpes.
Escrevo poesia porque minha cabeça tem 10.000 pensamentos.
Escrevo poesia sem nenhuma razão sem nenhum porquê.
Escrevo poesia porque é a melhor maneira de dizer tudo que me vem à mente nestes últimos seis minutos ou durante toda uma vida.
21 de outubro de 1984
Escrevo poesia porque a palavra Inspiração na língua inglesa vem do Spiritus latino, respiração, & eu quero respirar livremente.
Escrevo poesia porque Walt Whitman deu permissão ao mundo para falar com doçura.
Escrevo poesia porque Walt Whitman escancarou a linha do verso para a respiração desobstruída.
Escrevo poesia porque Ezra Pound em sua torre de marfim lançou o provérbio 'aposte na zebra', permitindo aos poetas escrever em idioma vernáculo falado.
Escrevo poesia porque Pound revelou aos olhos dos jovens poetas ocidentais os chineses escrevendo palavras pintadas.
Escrevo poesia porque W. C. Williams vivendo em Rutherford escreveu em dialeto de Nova Jersey 'eu chuto teu olho', perguntando pela métrica do pentâmetro jâmbico.
Escrevo poesia porque meu pai era poeta & minha mãe da Rússia dita comunista morreu numa casa de loucos.
Escrevo poesia porque em 1984 meu amigo Gary Snyder sentou-se em posição de lótus numa mesa de conferências para ver seus pensamentos como parte dos fenômenos do mundo exterior.
Escrevo poesia porque sofro, nascido para morrer, de cálculo renal & pressão alta, todas as pessoas sofrem.
Escrevo poesia porque sofro a confusão de não saber o que as outras pessoas pensam.
Escrevo poesia porque a poesia pode revelar meu pensamento, curar minha paranoia & a paranoia das outras pessoas.
Escrevo poesia porque minha mente perambula exposta a sexo, política & meditação transcendental.
Escrevo poesia para tornar mais acuradas as imagens de minha própria mente.
Escrevo poesia porque recebi os Quatro Votos do Bodhisattva: são inúmeras as criaturas sensíveis a libertar no universo, minha própria ignorância irada ambiciosa a ultrapassar através do infinito, as situações em que me encontro a mim mesmo são incontáveis quando o céu está tão OK quanto as sendas sem fim da mente desperta.
Escrevo poesia porque nesta manhã acordei tremendo de medo daquilo que poderia dizer na China.
Escrevo poesia porque os poetas russos Maiakóvski & Iessiênin cometeram suicídio & alguém mais precisa falar.
Escrevo poesia porque meu pai recitando o poeta inglês Shelley & o poeta americano Vachel Lindsay deu o exemplo – respiração inspirada na grande ventania.
Escrevo poesia porque escrever sobre sexo era proibido nos Estados Unidos da América.
Escrevo poesia porque milionários dos lados leste & oeste andam em limusines Rolls-Royce enquanto os miseráveis não tem dinheiro sequer para manter seus dentes.
Escrevo poesia porque meus genes & cromossomos são apaixonados pelos homens jovens mas não pelas jovens mulheres.
Escrevo poesia porque não tenho nenhuma responsabilidade dogmática um dia após o outro.
Escrevo poesia porque quero ficar sozinho & quero falar às pessoas.
Escrevo poesia para contradizer Whitman, falar com tios & tias ainda vivendo em Nova Iorque & Nova Jersey, falar com jovens daqui a dez anos.
Escrevo poesia porque ouvi negros blues pela rádio em 1939, Leadbely & Ma Rainey.
Escrevo poesia inspirado pelas jovens canções dos Beatles alegremente envelhecendo.
Escrevo poesia porque Chuang-Tzé não sabia dizer se era uma borboleta ou um homem, Lao-Tzé dizia a água corre montanha abaixo, Confúcio dizia honre a seus ancestrais, & eu quis honrar a Withman.
Escrevo poesia porque da Mongólia ao Oeste Selvagem da América a multiplicação desordenada do gado & dos latifúndios destrói a relva nova & a erosão engendra desertos.
Escrevo poesia usando sapatos animais.
Escrevo poesia porque 'a primeira idéia é sempre a melhor idéia'.
Escrevo poesia porque nenhuma idéia é compreensível a não ser que expresse particularidades:
'nenhuma idéia que não esteja dentro das coisas'.
Escrevo poesia porque o Dalai Lama diz que as coisas são símbolos de si mesmas.
Escrevo poesia porque as manchetes dos jornais anunciam que há um buraco negro no centro de
nossa galáxia & somos livres para noticiá-lo.
Escrevo poesia porque a I Guerra Mundial, a II Guerra Mundial, a bomba atômica & a III Guerra Mundial deixarão de existir se assim o quisermos, eu não preciso delas.
Escrevo poesia porque meu primeiro poema Uivo foi perseguido pela polícia por não usar meias palavras ao ser publicado.
Escrevo poesia porque meu segundo poema Kaddish homenageava o paranirvana de minha mãe num hospital psiquiátrico.
Escrevo poesia porque Hitler matou seis milhões de judeus & eu sou judeu.
Escrevo poesia porque Moscou, digo, Stálin, mandou 20 milhões de judeus & intelectuais para a Sibéria, & 15 milhões nunca mais voltaram ao Stray Dog Café de São Petersburgo.
Escrevo poesia porque eu canto quando estou sozinho.
Escrevo poesia porque Walth Whitman disse: 'sou contraditório? Tudo bem, então sou contraditório (sou amplo, abarco multidões)'.
Escrevo poesia porque minha mente é contraditória, neste momento está em Nova Iorque & no momento seguinte nas cordilheiras dos Alpes.
Escrevo poesia porque minha cabeça tem 10.000 pensamentos.
Escrevo poesia sem nenhuma razão sem nenhum porquê.
Escrevo poesia porque é a melhor maneira de dizer tudo que me vem à mente nestes últimos seis minutos ou durante toda uma vida.
21 de outubro de 1984
domingo, 22 de agosto de 2010
O conto inexistente de um beija flor
Sentada em uma floresta vi chegando um (a) beija flor, parou no vento ao meu lado e desabafou sem pensar... Falava de forma clara como um diálogo teatral que se faz para entender algum fato.
Eu quieta ouvia tudo, sem deixar se quer um lábio do outro descolar.
Em suas reportagens, o pseudo autor sempre dizia:
- Em minha história o beija flor transforma-se em rainha!
Nas suas alucinações beija flor logo pensava:
- Preciso descobrir essa sina de transformação, para que do castelo desse autor eu possa ser hóspede temporária, ou quem sabe até uma moradora fixa.
Tempos passavam e a tal história nunca era revelada. Nesse contexto de fios de descobertas, sedução e projeções, o beija flor interessava-se cada vez mais pela história desse autor, que talvez por instantes permitia-se abrir para falar a essa ave na verdadeira busca de também se conhecer.
A nostalgia da infância era o assunto mais falado pelo autor, mediante os impulsos desse pássaro, a beija flor sempre pensava:
- Para quê quero saber do agora se isso apenas é um dos caminhos do ontem?
Em meio a tantas conversas e revelações, surge do autor a seguinte pergunta?
-O autor flerta com a beija flor que ouve suas histórias ou é o beija flor que ouve as histórias que flerta com o autor?
Nesse clima de incertezas, essa resposta era dificil de ser respondida e talvez até mesmo desnecessária.
Importante mesmo era perceber a pureza da infância e o que dela foi preservado, assim como o conhecimento de uma música que representasse o seu agora e dos seus maiores sonhos para o futuro e nesse caminho lúdico o beija-flor continuava voando e dessa água doce bebendo.
Percebendo a ausência e distanciamento do pseudo autor, o qual tinha todas as suas obras desconhecidas pelo público, a ave percebeu que de uma história nova esse homem estava se ocupando e a ela (beija flor) caberia mastigar o restantes das palavras não ditas junto ás porções de coisas que ao autor sonhava em realizar.
Como trasformar-se em rainha? Ah isso seria algo para sozinha identificar.
E assim... o beija flor ficou sem sua história e o autor sem o beija flor. Já que o tal pseudo autor saiu correndo um tanto lento a procura de um grande amor e o beija flor tanto agitado se desfez logo da dor.
-Minha história por ti não foi escrita, mas acredite para ela não faltará autor! (sussurrou o beija flor que falava de si sempre na terceira pessoa)
Ao final de seu desabafo não pude me conter, juntando caule aos troncos pedi para sua história escrever, logo fiz lhe um juramento.
- Acredite minha amiga, apesar dos tombos dessa vida ao seu lado só sairei quando eu morrer!
O beija flor saiu beijando as flores laranjas e vermelhas passava por todas com toda fé e eu um tanto assustada com meu juramento fui logo atrás de um delicioso café!
Eu quieta ouvia tudo, sem deixar se quer um lábio do outro descolar.
Em suas reportagens, o pseudo autor sempre dizia:
- Em minha história o beija flor transforma-se em rainha!
Nas suas alucinações beija flor logo pensava:
- Preciso descobrir essa sina de transformação, para que do castelo desse autor eu possa ser hóspede temporária, ou quem sabe até uma moradora fixa.
Tempos passavam e a tal história nunca era revelada. Nesse contexto de fios de descobertas, sedução e projeções, o beija flor interessava-se cada vez mais pela história desse autor, que talvez por instantes permitia-se abrir para falar a essa ave na verdadeira busca de também se conhecer.
A nostalgia da infância era o assunto mais falado pelo autor, mediante os impulsos desse pássaro, a beija flor sempre pensava:
- Para quê quero saber do agora se isso apenas é um dos caminhos do ontem?
Em meio a tantas conversas e revelações, surge do autor a seguinte pergunta?
-O autor flerta com a beija flor que ouve suas histórias ou é o beija flor que ouve as histórias que flerta com o autor?
Nesse clima de incertezas, essa resposta era dificil de ser respondida e talvez até mesmo desnecessária.
Importante mesmo era perceber a pureza da infância e o que dela foi preservado, assim como o conhecimento de uma música que representasse o seu agora e dos seus maiores sonhos para o futuro e nesse caminho lúdico o beija-flor continuava voando e dessa água doce bebendo.
Percebendo a ausência e distanciamento do pseudo autor, o qual tinha todas as suas obras desconhecidas pelo público, a ave percebeu que de uma história nova esse homem estava se ocupando e a ela (beija flor) caberia mastigar o restantes das palavras não ditas junto ás porções de coisas que ao autor sonhava em realizar.
Como trasformar-se em rainha? Ah isso seria algo para sozinha identificar.
E assim... o beija flor ficou sem sua história e o autor sem o beija flor. Já que o tal pseudo autor saiu correndo um tanto lento a procura de um grande amor e o beija flor tanto agitado se desfez logo da dor.
-Minha história por ti não foi escrita, mas acredite para ela não faltará autor! (sussurrou o beija flor que falava de si sempre na terceira pessoa)
Ao final de seu desabafo não pude me conter, juntando caule aos troncos pedi para sua história escrever, logo fiz lhe um juramento.
- Acredite minha amiga, apesar dos tombos dessa vida ao seu lado só sairei quando eu morrer!
O beija flor saiu beijando as flores laranjas e vermelhas passava por todas com toda fé e eu um tanto assustada com meu juramento fui logo atrás de um delicioso café!
sábado, 7 de agosto de 2010
Musicando o cafeinado
Você
Chicas
Composição: Chicas
Você desfoca, sai do tom
Se perde e não vê
Que a confusão começa dentro de você
Disfarça, acha graça, desmonta e sorri
Não aguenta o peso
dessa máscara que esconde...
Você!... Carrega o mundo e não vê que ser...
Feliz é viver o presente e deixar fluir...
O que sente e não se importar
Com que os outros pensam que você é...
Quem é você?
Você que é tão sensata,tão cheia de si
Sempre fazendo festa e se sentindo tão só
Você que sempre agrada e sem perceber
Insiste em seguir um caminho
Que não é...
Você!... Carrega o mundo e não vê que ser...
Sai do quarto... Passa da porta e vai...
Deixa o mundo ver...
Sai do quarto passa da porta e vai
Quem sabe você?
Entrega pro mundo e vê, que ser...
Feliz é viver o presente e deixar fluir...
O que sente e não se importar...
Com que os outros pensam
Que você é...
Quem é você...
Deixa o mundo ver...
Chicas
Composição: Chicas
Você desfoca, sai do tom
Se perde e não vê
Que a confusão começa dentro de você
Disfarça, acha graça, desmonta e sorri
Não aguenta o peso
dessa máscara que esconde...
Você!... Carrega o mundo e não vê que ser...
Feliz é viver o presente e deixar fluir...
O que sente e não se importar
Com que os outros pensam que você é...
Quem é você?
Você que é tão sensata,tão cheia de si
Sempre fazendo festa e se sentindo tão só
Você que sempre agrada e sem perceber
Insiste em seguir um caminho
Que não é...
Você!... Carrega o mundo e não vê que ser...
Sai do quarto... Passa da porta e vai...
Deixa o mundo ver...
Sai do quarto passa da porta e vai
Quem sabe você?
Entrega pro mundo e vê, que ser...
Feliz é viver o presente e deixar fluir...
O que sente e não se importar...
Com que os outros pensam
Que você é...
Quem é você...
Deixa o mundo ver...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Tomando uma música ao som de cerveja.
Protesto Pessoal
DonaZica
Composição: Iara Rennó
essa conduta
de dizer que não tem escolha é muito simples
é bem mais fácil pedir desculpa por tirar o corpo fora
do que encarar o que rola aqui e agora
inconsciente da sua capacidade e força transformadora
negar a responsa ficar à toa enquanto a vida voa
não se envolver de verdade
não se expor com medo da dor
dar pouco e receber menos da metade
depois lamentar porque já ficou tarde
acorda tira essa corda do pescoço
não adianta estar morto nem resolve andar torto
encosto
perdido no vago do próprio umbigo
cansado sugado querendo achar um culpado
sempre a mesma conversa de que tá tudo errado
que a sociedade não presta
acredite a sociedade começa na sua testa
no fundo
de cada um pulsa um novo mundo
cada indivíduo é um universo vivo
e você mesmo seu maior inimigo
no fundo
de cada um pulsa um novo mundo
cada indivíduo é mais uma peça que completa
essa equação complexa
apesar dos limites do que é ser humano
da mesmice do cotidiano engano
da fome da guerra da vida dura e do que quase não tem cura
a escolha é sua
e quem não escolhe se ferra submerge na treva se estrepa
desespera pára e se espera
o fim ou talvez uma próxima era
perde as melhores surpresas que o acaso reserva
fica de presa que não se preza
de cara feia como quem comeu com pressa
se bobear se fecha numa única idéia
pensando que descobriu a América
sem saber que quanto mais rija
mais fácil a vara se quebra
sem contra indicação pra gente
de qualquer cor credo ou classe social
isso é protesto pessoal
pelo progresso universal
pra botar as canelas de fora
lavar as almas sebosas
exorcizar as cismas
desentranhar os traumas num canto
xamânico mântrico ritmo frenético
dançando destemido com o destino
[sobre o concreto] a céu aberto de espírito desperto
e a criatividade é o melhor remédio
a cura pro tédio
insere a rima rica no seu verso
engendra energia nova no seu cérebro
amar é o tratamento certo
é a possibilidade da descoberta de um outro universo
que antes era apenas poeira elétron
no caos disperso
a procura de seu inverso
pra se fazer completo
é saber tirar a paz da guerra
sentir o sangue correr nas veias e artérias
encontrar alquimia química quimera?
conhecer todos os estados físicos da matéria
sentir a fusão dos lábios na pulsação dos corpos
movimento básico em conexão com o cosmos
sugar a seiva a saliva gozar celebrando a vida que grita
em explosão magnífica
DonaZica
Composição: Iara Rennó
essa conduta
de dizer que não tem escolha é muito simples
é bem mais fácil pedir desculpa por tirar o corpo fora
do que encarar o que rola aqui e agora
inconsciente da sua capacidade e força transformadora
negar a responsa ficar à toa enquanto a vida voa
não se envolver de verdade
não se expor com medo da dor
dar pouco e receber menos da metade
depois lamentar porque já ficou tarde
acorda tira essa corda do pescoço
não adianta estar morto nem resolve andar torto
encosto
perdido no vago do próprio umbigo
cansado sugado querendo achar um culpado
sempre a mesma conversa de que tá tudo errado
que a sociedade não presta
acredite a sociedade começa na sua testa
no fundo
de cada um pulsa um novo mundo
cada indivíduo é um universo vivo
e você mesmo seu maior inimigo
no fundo
de cada um pulsa um novo mundo
cada indivíduo é mais uma peça que completa
essa equação complexa
apesar dos limites do que é ser humano
da mesmice do cotidiano engano
da fome da guerra da vida dura e do que quase não tem cura
a escolha é sua
e quem não escolhe se ferra submerge na treva se estrepa
desespera pára e se espera
o fim ou talvez uma próxima era
perde as melhores surpresas que o acaso reserva
fica de presa que não se preza
de cara feia como quem comeu com pressa
se bobear se fecha numa única idéia
pensando que descobriu a América
sem saber que quanto mais rija
mais fácil a vara se quebra
sem contra indicação pra gente
de qualquer cor credo ou classe social
isso é protesto pessoal
pelo progresso universal
pra botar as canelas de fora
lavar as almas sebosas
exorcizar as cismas
desentranhar os traumas num canto
xamânico mântrico ritmo frenético
dançando destemido com o destino
[sobre o concreto] a céu aberto de espírito desperto
e a criatividade é o melhor remédio
a cura pro tédio
insere a rima rica no seu verso
engendra energia nova no seu cérebro
amar é o tratamento certo
é a possibilidade da descoberta de um outro universo
que antes era apenas poeira elétron
no caos disperso
a procura de seu inverso
pra se fazer completo
é saber tirar a paz da guerra
sentir o sangue correr nas veias e artérias
encontrar alquimia química quimera?
conhecer todos os estados físicos da matéria
sentir a fusão dos lábios na pulsação dos corpos
movimento básico em conexão com o cosmos
sugar a seiva a saliva gozar celebrando a vida que grita
em explosão magnífica
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
SER DIFERENTE É NORMAL?
Bom, mais caro amigo... Se ser diferente é o seu normal! Quando encontra-se a muito, normal está diferente de seu normal diferente? Ou normal em suas diferenças de ser diferente a qual varia por alguma digamos "normalidade"?
Ahh, eu também sou assim diferente em minhas normalidades, que sentidas a cada dia passam a ser normal e com muitas diferenças.
Mais uma cerveja?
Ahh, eu também sou assim diferente em minhas normalidades, que sentidas a cada dia passam a ser normal e com muitas diferenças.
Mais uma cerveja?
domingo, 1 de agosto de 2010
QUE COR ERA MESMO O SEU CABELO?
QUE COR ERA MESMO O SEU CABELO?
Bauru, 01 de Agosto de 2010.
Mas que cor mesmo eram seus cabelos?
Ah eram tantos que já não me lembro mais, eles acompanham as minhas mutações! Já foram tantos como eu.
Foram naturais quando eu nasci e me naturalizei em meu natural por tanto tempo, mais percebi aos 18 que já não estava mais naturalmente natural como eu nasci afinal não existe um limite que afaste daqueles que sentem algo intensamente. Então tornei natural com o natural e com a natureza dos que me cercavam.
O vermelho para mim representa o fogo, e o fogo é a transformação, não é algo constante, mas quando acontece é intenso e os meus cabelos vermelhos sempre representaram essa percepção de ser um novo ser, foi essa a primeira cor utilizada artificialmente para representar a nada artificial crise somatória de ser esse novo ser, dessa nova mulher, que por tempos deve ser forte e agüentar firme os resultados se suas incessantes buscas. Nossa essa transformação foi longa, aproximadamente 5 anos. Estar em crise as vezes é seguro sabe? Muda o ritmo e a intensidade, mas não o nome. E muito diferente de estar feliz, nas crises temos a segurança que tudo depende de nós, afinal é fácil transformar o belo em ruim e somar a ele várias interrogações, mais o oposto é muito mais complicado.
Mais cadê o encanto, cadê a meiguice e a ingenuidade? A vida é uma etapa única, mais é importante lembrar-se de seus encantos e de suas alegrias necessárias, diz a literatura que essa eram as características das mulheres loiras, não, não é á toa que as apresentadoras infantis são loiras e também que sejam essas as mulheres mais desejadas pelos homens para casarem-se. Realmente ter sido loira foi viver a fragilidade e a meiguice de fora para dentro.
Na neutralidade e na busca de conhecer-se os marrons caem muito bem, ele não é cá nem lá, ninguém sabe como usá-lo como referência... “A ela está ali do lado daquela, daquela...” Daquela o que??? Nesses casos a cor dos cabelos saem de cena e entram o tipo de cabelo (liso, encaracolado, curtos ou cumpridos) as roupas, a estatura o porte físico. Dessa neutralidade todos necessitam um dia.
As mulheres morenas (de cabelo escuro) também são tidas na literatura como as ideais para guerra, para serem amantes eram “as mulheres diabo”. Hahaha quem nunca teve a necessidade, à vontade e buscou a oportunidade de ser assim? As vezes só ser amada não basta, é muito necessário também ser desejada. E não sou diferente disso, morena também encontrei coisas essenciais.
É claro que o paradoxo existe na mente e na vida e não seria diferente no desejo humano e é claro que muitas dessas idéias também surgem na imaginação humana e as tornam mais interessante, como é o caso de descrever uma mulher ruiva com características literárias das dadas as loiras. Hoje tudo é relativo até as energias (Yin e Yan) descrita ao homem e a mulher tem mais haver com a personalidade e com a cultura, que qualquer outra coisa... Mais aqui falo apenas da minha percepção.
E o comprimento de nossos cabelos?O que eles querem dizer?
Seriam partículas de registros das situações as quais vivenciamos enquanto eles cresciam? Se sim, cortá-los também seria uma nova forma de transformação? E então cortar os cabelos ruivos seria transformar o transformado? Ou cortar o transformado e chegar à neutralidade dos marrons?
Olha ao certo não sei, mas por favor. Corte meus cabelos ruivos e acrescente a eles mechas castanhas, marrons e loiras. E só para saber. Você tem um chocolate por aqui?
Bauru, 01 de Agosto de 2010.
Mas que cor mesmo eram seus cabelos?
Ah eram tantos que já não me lembro mais, eles acompanham as minhas mutações! Já foram tantos como eu.
Foram naturais quando eu nasci e me naturalizei em meu natural por tanto tempo, mais percebi aos 18 que já não estava mais naturalmente natural como eu nasci afinal não existe um limite que afaste daqueles que sentem algo intensamente. Então tornei natural com o natural e com a natureza dos que me cercavam.
O vermelho para mim representa o fogo, e o fogo é a transformação, não é algo constante, mas quando acontece é intenso e os meus cabelos vermelhos sempre representaram essa percepção de ser um novo ser, foi essa a primeira cor utilizada artificialmente para representar a nada artificial crise somatória de ser esse novo ser, dessa nova mulher, que por tempos deve ser forte e agüentar firme os resultados se suas incessantes buscas. Nossa essa transformação foi longa, aproximadamente 5 anos. Estar em crise as vezes é seguro sabe? Muda o ritmo e a intensidade, mas não o nome. E muito diferente de estar feliz, nas crises temos a segurança que tudo depende de nós, afinal é fácil transformar o belo em ruim e somar a ele várias interrogações, mais o oposto é muito mais complicado.
Mais cadê o encanto, cadê a meiguice e a ingenuidade? A vida é uma etapa única, mais é importante lembrar-se de seus encantos e de suas alegrias necessárias, diz a literatura que essa eram as características das mulheres loiras, não, não é á toa que as apresentadoras infantis são loiras e também que sejam essas as mulheres mais desejadas pelos homens para casarem-se. Realmente ter sido loira foi viver a fragilidade e a meiguice de fora para dentro.
Na neutralidade e na busca de conhecer-se os marrons caem muito bem, ele não é cá nem lá, ninguém sabe como usá-lo como referência... “A ela está ali do lado daquela, daquela...” Daquela o que??? Nesses casos a cor dos cabelos saem de cena e entram o tipo de cabelo (liso, encaracolado, curtos ou cumpridos) as roupas, a estatura o porte físico. Dessa neutralidade todos necessitam um dia.
As mulheres morenas (de cabelo escuro) também são tidas na literatura como as ideais para guerra, para serem amantes eram “as mulheres diabo”. Hahaha quem nunca teve a necessidade, à vontade e buscou a oportunidade de ser assim? As vezes só ser amada não basta, é muito necessário também ser desejada. E não sou diferente disso, morena também encontrei coisas essenciais.
É claro que o paradoxo existe na mente e na vida e não seria diferente no desejo humano e é claro que muitas dessas idéias também surgem na imaginação humana e as tornam mais interessante, como é o caso de descrever uma mulher ruiva com características literárias das dadas as loiras. Hoje tudo é relativo até as energias (Yin e Yan) descrita ao homem e a mulher tem mais haver com a personalidade e com a cultura, que qualquer outra coisa... Mais aqui falo apenas da minha percepção.
E o comprimento de nossos cabelos?O que eles querem dizer?
Seriam partículas de registros das situações as quais vivenciamos enquanto eles cresciam? Se sim, cortá-los também seria uma nova forma de transformação? E então cortar os cabelos ruivos seria transformar o transformado? Ou cortar o transformado e chegar à neutralidade dos marrons?
Olha ao certo não sei, mas por favor. Corte meus cabelos ruivos e acrescente a eles mechas castanhas, marrons e loiras. E só para saber. Você tem um chocolate por aqui?
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